SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Na Educação
Infantil, o professor tem atribuições que lhe são impostas e que muitas vezes
ultrapassam a sua carga horária, pois, além de dar aula, deve planejar,
atualizar-se, orientar alunos e atender as visitas de pais, participar de
reuniões de coordenação, seminários, e ainda cuidar do patrimônio, material
didático, recreios e locais de refeições. Quase sempre é excluído das decisões
institucionais e das reestruturações escolares, sendo apenas que executará as propostas
e ideias formadas por outros.
Segundo Reinhold
(2008), alguns fatores externos tais como o papel do diretor (saber resolver
conflitos, empatia, saber ouvir o professor, etc.) conflitos, excesso de
responsabilidades sem apoio necessário da administração, jornada de trabalho
prolongada sem tempo livre para descanso durante o dia, excesso de burocracia,
indisciplina de alunos, número excessivo de alunos nas classes, falta de apoio
dos colegas, falta de tempo livre na escola para interagir com os colegas e
discutir os problemas da escola, falta de reconhecimento pelo bom trabalho
docente, elevadas expectativas dos superiores, dos pais e da comunidade em
relação ao trabalho do professor, tédio recorrente de tarefas repetitivas,
políticas inadequadas de avaliação de desempenho do professor, valores
conflitantes entre instituição e professor, falta de autonomia do professor e
baixo status da profissão do professor são considerados agentes estressores ou
fatores externos (ocupacionais) que causam o estresse e, posteriormente, a
Síndrome de Burnout.
Segundo Meleiro
(2008), os professores da educação infantil desenvolvem um trabalho diário
estressante, pois lidam com um grande número de crianças que não recebem
educação adequada em seus lares. Os pais não colocam limites em seus filhos,
são muito tolerantes e esperam que os professores se tornem responsáveis pela
educação que é responsabilidade da família. Muitos professores tentam orientar
os pais sobre o comportamento dos filhos e ainda são destratados por eles. Meleiro (2008)
explica que na educação infantil, é comum o surgimento de doenças contagiosas,
pequenos traumatismos por queda e agressão de outra criança. Alguns pais levam
a criança doente para a escola por não ter onde deixar, além de não comunicar a
direção da escola. Com frequência reclamam do professor, por achar que ele não
cuida adequadamente de seus filhos.
O professor
deposita sobre a sua função uma grande expectativa. Quando percebe que o seu
esforço não é recompensado e que não vale à pena se esforçar porque futuramente
não será recompensado, inicia-se um sentimento de frustração e de que é uma
vítima. O sofrimento psicológico em relação ao trabalho exercido pode
desencadear em um quadro de estresse e consequentemente pode levar à Síndrome
de Burnout.
As consequências da
Síndrome de Burnout em professores repercutem no ambiente educacional, em sua
prática pedagógica, reflete nos alunos como a falta de motivação, indisciplina
e afeta a aprendizagem. Também os profissionais são levados a um processo de
alienação, desumanização e apatia no trabalho, ocasionando problemas de saúde,
absenteísmo e intenção de abandonar a profissão.
Referências
bibliográficas:
MELEIRO, Alexandrina
M. A. da Silva. O stress do professor. In: LIPP, Marilda Novaes. (org.). O
stress do professor. 6 a ed. São Paulo: Papirus, 2008, cap.1, p. 11-28.
REINHOLD, Helga H.
O Burnout. In: LIPP, Marilda Novaes (org.). O stress do Professor. 6 a ed.São
Paulo: Papirus, 2008, cap. 5, p. 63-80.
Marise Martins
Arruda 14112080317/ Renata de Souza do Espírito Santo / Wilson da Silva Neto
A exaustão no cotidiano escolar do professor é desgastante, pois ensinar é uma ocupação fatigante que pode repercutir na saúde emocional e física do docente. A Síndrome de Burnout vem caracterizar o esgotamento profissional, resposta do organismo a uma situação de estresse laboral longo e crônico.
ResponderExcluirMarise Martins Arruda/ Renata de Souza do Espírito Santo/ Wilson da Silva Neto