quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Os desafios do educador contemporâneo

Os desafios que se colocam na atualidade para o educador parecem que se multiplicam dia após dia. As mudanças que ocorrem em nossa sociedade são caracterizadas tanto pela sua expansão como pelo ritmo acelerado em que elas ocorrem, que mal acabamos de alcançar um deles e já nos deparamos com tantos outros. Enquanto profissional das Ciências Humanas, embuído de idealismos para o próprio homem integral e para a sociedade em que ele está inserido, o educador contemporâneo se depara enfrentando desafios desde seu desenvolvimento pessoal, passando pelo contexto organizacional em que está inserido até a esfera de sua influência social.


Inicialmente identifico na esfera pessoal um desafio que implica em ele se colocar na posição de eterno aprendiz. A formação do profissional da Educação hoje em dia, como a maioria de outros profissionais, deve ser contínua. Além de buscar atualização e/ou especialização em sua área seja em cursos livres e de educação formal o educador também deve ser capaz de desenvolver um plano de desenvolvimento pessoal onde ele próprio será o gestor do seu processo de aprendizagem, buscando em profundidade o conhecimento desejado, a essência de sua vocação. Essa postura, de eterno aprendiz, traz reflexos de grande impacto na sua prática pedagógica beneficiando não só sua competência para lecionar como também o aspecto relacional com seus alunos.

Um dos desdobramentos deste desafio, da formação contínua do educador, é o desafio de gerir o conhecimento adquirido ou a gestão do conhecimento. Na maioria das organizações educacionais luta-se pela extinção da cultura da "retenção do conhecimento" como forma de manutenção do poder para que o conhecimento adquirido seja disponibilizado para todos, compartilhado para o bem corporativo. Assim como o educador necessita de conhecimento disponível para o desempenho de sua profissão ele deve ser responsável em disponibilizar o conhecimento produzido pelas suas pesquisas, experiências e estudos para outros, começando no seu contexto organizacional.

parceria com a família traz a tona a necessidade que o educador tem de captar aliados para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. Ninguém educa sozinho. Está mais do que provado que a participação da família é determinante para o sucesso do aprendizado do aluno assim como para a qualidade da escola. O desafio aí é desenvolver essa parceria de forma construtiva, estabelecendo espaços apropriados para a participação responsável dos pais, de acordo com suas possibilidades e habilidades.



Entender as transformações psicológicas que ocorrem no ser humano, na família, na cultura, sociedade e economia ajudam a enfrentar o desafio de combater a violência que quer ser estabelecida nas escolas. A habilidade de ao mesmo tempo ajudar esses alunos violentos a trabalhar os limites, as leis, e as devidas conseqüências da quebra das mesmas torna-se cada vez mais necessária ao educador que queira implantar uma cultura de paz tanto em seu ambiente de trabalho como fora dele. Na verdade, para muitos estabelecimentos de ensino, o fracasso em lidar com essa questão tão complexa pode trazer resultados drásticos tais como o descontentamento profissional ou até mesmo a perda de vidas.

No que se refere ao processo de ensino-aprendizagem um dos grandes desafios atuais é saber incorporar as novas tecnologias de forma equilibrada e inovadora na sala de aula. Isso requer do educador um amplo conhecimento não só do que está disponível no mercado mas como estas ferramentas estão consistentementes alinhadas com a metodologia adotada pela escola e com o público alvo.

O sucesso ou os resultados satisfatórios obtidos pelas organizações educacionais na atualidade não são frutos do esforço de um indivíduo e sim de um trabalho colaborativo de equipe. O educador gestor deve encarar de frente o desafio de estruturar uma equipe de alto desempenho. Isto só ocorre quando há um compromisso de trabalho educacional com um alvo estabelecido, unidade entre as pessoas, um sistema efetivo de comunicação e a motivação correta para fazer o trabalho educacional. Os maiores desafios encontrados na estruturação de equipes partem da dificuldade que as pessoas possuem em deixar de pensar no resultado individual para pensar no resultado do todo. Para isto o gestor educacional deve mostrar ao educador onde as suas competências individuais poderão ser aproveitadas dentro da equipe. E é claro, antes de implantar um sistema de trabalho em equipe é necessário fazer um trabalho de mudança de paradigmas, de mentalidade e de atitudes com todos os membros da equipe.

A habilidade para trabalhar em equipe é um requerimento para qualquer profissional da atualidade.

O desafio de gerir um estabelecimento educacional no atual momento econômico requer do educador gestor uma postura equilibrada entre o esforço de permanecer na filosofia educacional idealizada pela escola e a habilidade de encontrar formas alternativas e criativas de sobrevivência empresarial. Isto requer uma postura ética em manter os compromissos assumidos com os beneficiários através do contrato de prestação de serviços. Não se pode comprometer a qualidade da educação oferecida em detrimento da ganância pelo lucro. Se não há credibilidade na forma como a escola é administrada não há credibilidade na forma como a escola educa. Aliás, este exemplo é definitivo na formação de uma geração e nos remete a outro desafio encontrado pelo educador contemporâneo no que diz respeito aos fins da educação.

Que tipo de geração queremos formar? Cidadãos competentes, éticos, solidários, comprometidos com a transformação de uma sociedade mais justa? Para isto, o educador não pode esquecer que ele é um referencial com alto grau de impacto na vida de seus educandos, seja positivo ou negativo. O desafio aqui consiste em ser coerente com o discurso. Ninguém quer saber de alguém que diz "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Educação pressupõe referenciais verdadeiros, inspirativos, construtivos. A marca do caráter de um educador falará mais alto na vida de um educando do que um conteúdo ensinado. O desafio de ser um referencial positivo na vida de um educando na verdade é atemporal entretanto hoje em dia nossa geração além de estar em busca de líderes que lhe mostrem um caminho confiável, tem mais facilidade de se opor frente a um falso educador.

O desafio de preparar uma geração para a vida e para toda a vida, requer do educador não só o conhecimento da realidade em que ele está inserido assim como a sua participação no enfrentamento dos problemas sociais de sua comunidade. A partir daí ele terá "autoridade" para falar sobre a verdadeira postura do cidadão na sociedade. Só a partir de sua prática ele poderá influenciar outros a influenciar o mundo. Para isto ele precisa perceber o valor da inserção social responsável de seus educandos enquanto ainda freqüentadores do ambiente escolar. Prepara-se para a vida durante toda a vida e não apenas para quando se sair da escola.



Disponível em: http://www.montesiao.pro.br/estudos/crianca/escolaprincipios/contemporaneo.html



Por: Renato Martins 14212080077
       Larissa Prado 14212080128
       Adriana dos Anjos 14212080196

VIOLÊNCIA ESCOLAR


AD 2 GESTÃO 2

TEXTO ORIGINAL: VIOLÊNCIA ESCOLAR

Estamos vivendo uma época de mudanças significativas, aceleradas, entre elas, podemos citar a problemática da igualdade e dos direitos humanos, em um mundo marcado por uma globalização neoliberal excludente e as questões da diferença e do multiculturalismo. No nosso país, as violações se multiplicam e tem sido feito um esforço sistemático orientado à defesa e proteção dos direitos fundamentais, tanto pelo governo como por organizações da sociedade civil. Nem todos os grupos culturais conhecem ou usam a expressão direitos humanos, mas isso não quer dizer que não tenham uma ideia de dignidade humana, de vida digna, de querer uma vida melhor para seus integrantes. Nessa sociedade multicultural nem todos têm as mesmas oportunidades, não existe igualdade de oportunidades. Há grupos, como os indígenas, negros, homossexuais, pessoas oriundas de determinadas regiões geográficas do próprio país ou de outros países e de classes populares e/ou com baixos níveis de escolarização que não têm o mesmo acesso a determinados serviços, bens, direitos fundamentais que  outros grupos sociais, em geral, de classe média ou alta. Precisamos promover transformações sociais, que serão necessárias para corrigir as marcas da discriminação construídas ao longo da história. Visando melhores condições de vida para os grupos marginalizados, a superação do racismo, da discriminação de gênero, étnica e cultural, assim como das desigualdades sociais. Outro aspecto fundamental é a formação para uma cidadania aberta e interativa, entre os diferentes grupos culturais. E sempre buscando a tolerância, o respeito e a paz entre os povos.

Maria Clara Fajardo – mat.; 14212080056

Terezinha C. Borges Moura – mat.; 14212080044

 

TEXTO COM REFERÊNCIAS

A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios -

Elizabeth Rodrigues Ramos

Kele da Conceição Coelho

Maria de Fátima Guimarães Francisco

Orient.: Vera Lúcia Lins Sant’Anna

 


 
 
Este artigo aborda os resultados da pesquisa “A prática pedagógica do professor diante da violência escolar: perspectivas e desafios”, que foi evidenciado pelas falas dos professores o seu despreparo para lidar com a violência escolar.

 

A tarefa da escola no atual cenário assume as contradições, as marcas econômicas e políticas que perpetuam, de forma implícita e explícita, a cultura que permite a aceitação da violência como natural. Então, compreende-se a violência como o uso da agressividade com fins destrutivos, o desrespeito e a negação do outro, podendo a ação situar-se no plano físico, psicológico, sociocultural, político e ético.

Por certo, as pessoas a cada dia estão mais irritadas, impacientes e intolerantes. Os pais, diante das reflexões empíricas que manifestam, expressam a vi- são de autonomia perdida diante da convivência com os filhos, principalmente com os adolescentes.

Assim, como educar crianças  diante  de  tantas provocações, como transmitir valores, atitudes e comportamentos, estímulos, que vão alicerçar esses futuros cidadãos, para uma socialização harmônica dentro de um seio social efêmero? E ainda, como instigar um inocente ao individualismo, induzi-lo para a valorização dos bens materiais e moldá-lo para a convicção de ser o melhor sempre, ser bem sucedido, pois assim, conseguirá um lugar na sociedade?

Combinar todos esses ingredientes na obtenção de um bolo perfeito, um ser projetado, estereotipado ideologicamente pela sua sociedade, é uma missão conflitante aos educadores e educandos, um grande paradoxo confrontado por esses atores da educação, que se veem inertes em decorrência da sua frágil e ultrapassada formação, inseguros para cumprir tamanha tarefa e solucioná-la a curto prazo.

Dessa maneira, são pressionados, por um lado, pelos pais dos alunos, que se encontram  alienados e seduzidos pelo magnetismo do capitalismo, e, por outro lado, pela sociedade consumista, que os responsabiliza pelos fracassos sociais e os incita a procurarem soluções imediatas e argumentos que supram essas questões intrínsecas e emergentes.

Assim sendo, a vida escolar desse profissional não pode ser condicionada a uma simples tarefa de transmissão de conteúdos sistematizados do saber. O que se pretende é a inclusão de hábitos e habilidades novas a sua formação, a fim de capacitá-lo a construir as estruturas do sujeito crítico, consciente e conhecedor da sua realidade própria de mundo.

Os problemas sociais invadem as relações da sala de aula, desarticulando a prática do professor. Os professores, muitas vezes, não conseguem sequer ser ouvidos pelos alunos, veem a sua prática fragilizada entre a dicotomia do autoritarismo e da autoridade. Essas são realidades que o ambiente escolar vivência. Exemplo disso pode ser comprovado na pesquisa realizada sobre “A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios” na qual os professores das instituições pesquisadas afirmaram não saber como lidar com o fenômeno da violência escolar – 60% dos docentes disseram que não estão preparados para lidar com a violência.

Referências Bibliográficas: Módulos CEDERJ,Internet, nepfhe-educacaoeviolencia.blogspot.com

 


 


 
Achei super interessante esta matéria e resolvi compartilhar:
A violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas, e se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.
Porém, o que vemos são ações coercitivas, representadas pelo poder e autoritarismo dos professores, coordenação e direção, numa escala hierárquica, estando os alunos no meio dos conflitos profissionais que acabam por refletir dentro da sala de aula.
Além disso, a violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco têm levado jovens a perder a credibilidade quanto a uma sociedade justa e igualitária, capaz de promover o desenvolvimento social em iguais condições para todos, tornando-os violentos, conforme esses modelos sociais.
Nas escolas, as relações do dia a dia deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto político pedagógico da instituição.
Muito se diz sobre o combate à violência, porém, levando ao pé da letra, combater significa guerrear, bombardear, batalhar, o que não traz um conceito correto para se revogar a mesma. As próprias instituições públicas se utilizam desse conceito errôneo, princípio que deve ser o motivador para a falta de engajamento dessas ações.

Aula motivadora que favorece a reflexão e o aprendizado
Levar esse tema para a sala de aula desde as séries iniciais é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, oportunizando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.
Com recortes de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados, notícias televisivas, dentre outros, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa possível forma de criar um ambiente de respeito ao próximo, considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem participar e se engajar nessa ação, para que a mesma não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos.
Afinal, a credibilidade e a confiança são as melhores formas de mostrar para crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.
BARROS, Jussara De. "Escola X Violência "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/educacao/escola-x-violencia.htm>. Acesso em 13 de outubro de 2016.
Aluna: Paula Carolina    Matrícula: 14112080316

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016



Aluna: Paula Carolina   matrícula: 14112080316

Algumas atitudes nossas pode fazer a diferença.
Diga não á violência!!!!!



Aluna: Paula Carolina   matrícula: 14112080316
Aluna: Paula Carolina   matrícula: 14112080316
Escrito por : Catarina Iavelberg


De tempos em tempos, a violência que acontece dentro da escola aparece em destaque na mídia. Especialistas são convidados a se manifestar sobre questões como a presença de policiais nos colégios, o fechamento de instituições devido a toques de recolher, agressões e assassinatos envolvendo alunos e professores, bullying etc. 

As relações entre a violência e a Educação têm sido investigadas no Brasil desde a década de 1980. Entretanto, os estudos partem de diferentes perspectivas teóricas e, consequentemente, acabam por definir e analisar o fenômeno de modos distintos. Alguns dos temas mais pesquisados são: os diferentes tipos de violência (física, verbal, simbólica) e suas manifestações, a perda da função socializadora da instituição escolar (os valores da cultura e a ausência de legitimidade do professor), as relações entre a violência e a formação dos professores, as características das escolas que apresentam os maiores índices de casos, as relações entre a violência e o desempenho dos alunos, o bullying (com ênfase no perfil das vítimas e dos agressores) e as relações com o contexto familiar dos alunos. 

Na sua maioria, esses estudos fazem análises por perspectivas sociais ou psicológicas, entendendo a causa da violência como o resultado do entorno ou da vulnerabilidade de certos jovens. Embora não devam ser desconsideradas, muitas conclusões dão a impressão de que não há alternativas para lidar com os problemas do dia a dia. A violência é um fenômeno complexo. Olhá-la dentro de uma perspectiva institucional nos oferece elementos para a enfrentarmos. Insisto: não se trata de negar os contextos social e psicológico como causas, mas buscar alternativas de ação dentro das escolas.


O currículo é o nosso maior recurso para combater a violência. Nessa batalha, os gestores precisam estar atentos para dois aspectos. O primeiro diz respeito ao modo como o tema atravessa a sala de aula. Com que frequência e com qual perspectiva é discutido? Um assunto tão complicado merece investimento. Algumas questões podem ser levadas aos alunos: o que é violência? Quais os tipos de agressão desenvolvidos pela humanidade? Em que contextos históricos os presenciamos? Quais deles acontecem no país, na cidade e na escola? Existem situações em que a violência pode ser considerada legítima? Por meio de que instituições é possível combatê-la? Como as artes e o esporte lidam com ela? Quais leis nos protegem? A problematização dessas perguntas vai ajudar os estudantes a entender o assunto e refletir sobre ele. 

Além de pensar criticamente, o jovem deve ter a oportunidade de intervir sobre as manifestações que o afetam. Nesse sentido, entra o segundo aspecto curricular, em todas as etapas da escolaridade, que é o desenvolvimento de dispositivos de mediação de conflitos ou de ações que estimulem o protagonismo estudantil, a fim de ensinar como gerenciar as diversas situações de forma democrática. A prática de assembleias envolvendo pais, alunos e docentes, a criação de um grêmio estudantil, o desenvolvimento de campanhas de conscientização ou mesmo a manifestação pública em redes sociais são algumas possibilidades que permitem ao aluno participar ativamente de ações de combate à violência.


Fonte: Violência nas escolas- disponível em:< http://gestaoescolar.org.br/aprendizagem/violencia-escola-705597.shtml> Acesso em: 11 de outubro de 2016.

Aluna: Paula Carolina  matrícula: 14112080316