quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Os desafios do educador contemporâneo

Os desafios que se colocam na atualidade para o educador parecem que se multiplicam dia após dia. As mudanças que ocorrem em nossa sociedade são caracterizadas tanto pela sua expansão como pelo ritmo acelerado em que elas ocorrem, que mal acabamos de alcançar um deles e já nos deparamos com tantos outros. Enquanto profissional das Ciências Humanas, embuído de idealismos para o próprio homem integral e para a sociedade em que ele está inserido, o educador contemporâneo se depara enfrentando desafios desde seu desenvolvimento pessoal, passando pelo contexto organizacional em que está inserido até a esfera de sua influência social.


Inicialmente identifico na esfera pessoal um desafio que implica em ele se colocar na posição de eterno aprendiz. A formação do profissional da Educação hoje em dia, como a maioria de outros profissionais, deve ser contínua. Além de buscar atualização e/ou especialização em sua área seja em cursos livres e de educação formal o educador também deve ser capaz de desenvolver um plano de desenvolvimento pessoal onde ele próprio será o gestor do seu processo de aprendizagem, buscando em profundidade o conhecimento desejado, a essência de sua vocação. Essa postura, de eterno aprendiz, traz reflexos de grande impacto na sua prática pedagógica beneficiando não só sua competência para lecionar como também o aspecto relacional com seus alunos.

Um dos desdobramentos deste desafio, da formação contínua do educador, é o desafio de gerir o conhecimento adquirido ou a gestão do conhecimento. Na maioria das organizações educacionais luta-se pela extinção da cultura da "retenção do conhecimento" como forma de manutenção do poder para que o conhecimento adquirido seja disponibilizado para todos, compartilhado para o bem corporativo. Assim como o educador necessita de conhecimento disponível para o desempenho de sua profissão ele deve ser responsável em disponibilizar o conhecimento produzido pelas suas pesquisas, experiências e estudos para outros, começando no seu contexto organizacional.

parceria com a família traz a tona a necessidade que o educador tem de captar aliados para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. Ninguém educa sozinho. Está mais do que provado que a participação da família é determinante para o sucesso do aprendizado do aluno assim como para a qualidade da escola. O desafio aí é desenvolver essa parceria de forma construtiva, estabelecendo espaços apropriados para a participação responsável dos pais, de acordo com suas possibilidades e habilidades.



Entender as transformações psicológicas que ocorrem no ser humano, na família, na cultura, sociedade e economia ajudam a enfrentar o desafio de combater a violência que quer ser estabelecida nas escolas. A habilidade de ao mesmo tempo ajudar esses alunos violentos a trabalhar os limites, as leis, e as devidas conseqüências da quebra das mesmas torna-se cada vez mais necessária ao educador que queira implantar uma cultura de paz tanto em seu ambiente de trabalho como fora dele. Na verdade, para muitos estabelecimentos de ensino, o fracasso em lidar com essa questão tão complexa pode trazer resultados drásticos tais como o descontentamento profissional ou até mesmo a perda de vidas.

No que se refere ao processo de ensino-aprendizagem um dos grandes desafios atuais é saber incorporar as novas tecnologias de forma equilibrada e inovadora na sala de aula. Isso requer do educador um amplo conhecimento não só do que está disponível no mercado mas como estas ferramentas estão consistentementes alinhadas com a metodologia adotada pela escola e com o público alvo.

O sucesso ou os resultados satisfatórios obtidos pelas organizações educacionais na atualidade não são frutos do esforço de um indivíduo e sim de um trabalho colaborativo de equipe. O educador gestor deve encarar de frente o desafio de estruturar uma equipe de alto desempenho. Isto só ocorre quando há um compromisso de trabalho educacional com um alvo estabelecido, unidade entre as pessoas, um sistema efetivo de comunicação e a motivação correta para fazer o trabalho educacional. Os maiores desafios encontrados na estruturação de equipes partem da dificuldade que as pessoas possuem em deixar de pensar no resultado individual para pensar no resultado do todo. Para isto o gestor educacional deve mostrar ao educador onde as suas competências individuais poderão ser aproveitadas dentro da equipe. E é claro, antes de implantar um sistema de trabalho em equipe é necessário fazer um trabalho de mudança de paradigmas, de mentalidade e de atitudes com todos os membros da equipe.

A habilidade para trabalhar em equipe é um requerimento para qualquer profissional da atualidade.

O desafio de gerir um estabelecimento educacional no atual momento econômico requer do educador gestor uma postura equilibrada entre o esforço de permanecer na filosofia educacional idealizada pela escola e a habilidade de encontrar formas alternativas e criativas de sobrevivência empresarial. Isto requer uma postura ética em manter os compromissos assumidos com os beneficiários através do contrato de prestação de serviços. Não se pode comprometer a qualidade da educação oferecida em detrimento da ganância pelo lucro. Se não há credibilidade na forma como a escola é administrada não há credibilidade na forma como a escola educa. Aliás, este exemplo é definitivo na formação de uma geração e nos remete a outro desafio encontrado pelo educador contemporâneo no que diz respeito aos fins da educação.

Que tipo de geração queremos formar? Cidadãos competentes, éticos, solidários, comprometidos com a transformação de uma sociedade mais justa? Para isto, o educador não pode esquecer que ele é um referencial com alto grau de impacto na vida de seus educandos, seja positivo ou negativo. O desafio aqui consiste em ser coerente com o discurso. Ninguém quer saber de alguém que diz "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Educação pressupõe referenciais verdadeiros, inspirativos, construtivos. A marca do caráter de um educador falará mais alto na vida de um educando do que um conteúdo ensinado. O desafio de ser um referencial positivo na vida de um educando na verdade é atemporal entretanto hoje em dia nossa geração além de estar em busca de líderes que lhe mostrem um caminho confiável, tem mais facilidade de se opor frente a um falso educador.

O desafio de preparar uma geração para a vida e para toda a vida, requer do educador não só o conhecimento da realidade em que ele está inserido assim como a sua participação no enfrentamento dos problemas sociais de sua comunidade. A partir daí ele terá "autoridade" para falar sobre a verdadeira postura do cidadão na sociedade. Só a partir de sua prática ele poderá influenciar outros a influenciar o mundo. Para isto ele precisa perceber o valor da inserção social responsável de seus educandos enquanto ainda freqüentadores do ambiente escolar. Prepara-se para a vida durante toda a vida e não apenas para quando se sair da escola.



Disponível em: http://www.montesiao.pro.br/estudos/crianca/escolaprincipios/contemporaneo.html



Por: Renato Martins 14212080077
       Larissa Prado 14212080128
       Adriana dos Anjos 14212080196

VIOLÊNCIA ESCOLAR


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TEXTO ORIGINAL: VIOLÊNCIA ESCOLAR

Estamos vivendo uma época de mudanças significativas, aceleradas, entre elas, podemos citar a problemática da igualdade e dos direitos humanos, em um mundo marcado por uma globalização neoliberal excludente e as questões da diferença e do multiculturalismo. No nosso país, as violações se multiplicam e tem sido feito um esforço sistemático orientado à defesa e proteção dos direitos fundamentais, tanto pelo governo como por organizações da sociedade civil. Nem todos os grupos culturais conhecem ou usam a expressão direitos humanos, mas isso não quer dizer que não tenham uma ideia de dignidade humana, de vida digna, de querer uma vida melhor para seus integrantes. Nessa sociedade multicultural nem todos têm as mesmas oportunidades, não existe igualdade de oportunidades. Há grupos, como os indígenas, negros, homossexuais, pessoas oriundas de determinadas regiões geográficas do próprio país ou de outros países e de classes populares e/ou com baixos níveis de escolarização que não têm o mesmo acesso a determinados serviços, bens, direitos fundamentais que  outros grupos sociais, em geral, de classe média ou alta. Precisamos promover transformações sociais, que serão necessárias para corrigir as marcas da discriminação construídas ao longo da história. Visando melhores condições de vida para os grupos marginalizados, a superação do racismo, da discriminação de gênero, étnica e cultural, assim como das desigualdades sociais. Outro aspecto fundamental é a formação para uma cidadania aberta e interativa, entre os diferentes grupos culturais. E sempre buscando a tolerância, o respeito e a paz entre os povos.

Maria Clara Fajardo – mat.; 14212080056

Terezinha C. Borges Moura – mat.; 14212080044

 

TEXTO COM REFERÊNCIAS

A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios -

Elizabeth Rodrigues Ramos

Kele da Conceição Coelho

Maria de Fátima Guimarães Francisco

Orient.: Vera Lúcia Lins Sant’Anna

 


 
 
Este artigo aborda os resultados da pesquisa “A prática pedagógica do professor diante da violência escolar: perspectivas e desafios”, que foi evidenciado pelas falas dos professores o seu despreparo para lidar com a violência escolar.

 

A tarefa da escola no atual cenário assume as contradições, as marcas econômicas e políticas que perpetuam, de forma implícita e explícita, a cultura que permite a aceitação da violência como natural. Então, compreende-se a violência como o uso da agressividade com fins destrutivos, o desrespeito e a negação do outro, podendo a ação situar-se no plano físico, psicológico, sociocultural, político e ético.

Por certo, as pessoas a cada dia estão mais irritadas, impacientes e intolerantes. Os pais, diante das reflexões empíricas que manifestam, expressam a vi- são de autonomia perdida diante da convivência com os filhos, principalmente com os adolescentes.

Assim, como educar crianças  diante  de  tantas provocações, como transmitir valores, atitudes e comportamentos, estímulos, que vão alicerçar esses futuros cidadãos, para uma socialização harmônica dentro de um seio social efêmero? E ainda, como instigar um inocente ao individualismo, induzi-lo para a valorização dos bens materiais e moldá-lo para a convicção de ser o melhor sempre, ser bem sucedido, pois assim, conseguirá um lugar na sociedade?

Combinar todos esses ingredientes na obtenção de um bolo perfeito, um ser projetado, estereotipado ideologicamente pela sua sociedade, é uma missão conflitante aos educadores e educandos, um grande paradoxo confrontado por esses atores da educação, que se veem inertes em decorrência da sua frágil e ultrapassada formação, inseguros para cumprir tamanha tarefa e solucioná-la a curto prazo.

Dessa maneira, são pressionados, por um lado, pelos pais dos alunos, que se encontram  alienados e seduzidos pelo magnetismo do capitalismo, e, por outro lado, pela sociedade consumista, que os responsabiliza pelos fracassos sociais e os incita a procurarem soluções imediatas e argumentos que supram essas questões intrínsecas e emergentes.

Assim sendo, a vida escolar desse profissional não pode ser condicionada a uma simples tarefa de transmissão de conteúdos sistematizados do saber. O que se pretende é a inclusão de hábitos e habilidades novas a sua formação, a fim de capacitá-lo a construir as estruturas do sujeito crítico, consciente e conhecedor da sua realidade própria de mundo.

Os problemas sociais invadem as relações da sala de aula, desarticulando a prática do professor. Os professores, muitas vezes, não conseguem sequer ser ouvidos pelos alunos, veem a sua prática fragilizada entre a dicotomia do autoritarismo e da autoridade. Essas são realidades que o ambiente escolar vivência. Exemplo disso pode ser comprovado na pesquisa realizada sobre “A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios” na qual os professores das instituições pesquisadas afirmaram não saber como lidar com o fenômeno da violência escolar – 60% dos docentes disseram que não estão preparados para lidar com a violência.

Referências Bibliográficas: Módulos CEDERJ,Internet, nepfhe-educacaoeviolencia.blogspot.com

 


 


 
Achei super interessante esta matéria e resolvi compartilhar:
A violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas, e se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.
Porém, o que vemos são ações coercitivas, representadas pelo poder e autoritarismo dos professores, coordenação e direção, numa escala hierárquica, estando os alunos no meio dos conflitos profissionais que acabam por refletir dentro da sala de aula.
Além disso, a violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco têm levado jovens a perder a credibilidade quanto a uma sociedade justa e igualitária, capaz de promover o desenvolvimento social em iguais condições para todos, tornando-os violentos, conforme esses modelos sociais.
Nas escolas, as relações do dia a dia deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto político pedagógico da instituição.
Muito se diz sobre o combate à violência, porém, levando ao pé da letra, combater significa guerrear, bombardear, batalhar, o que não traz um conceito correto para se revogar a mesma. As próprias instituições públicas se utilizam desse conceito errôneo, princípio que deve ser o motivador para a falta de engajamento dessas ações.

Aula motivadora que favorece a reflexão e o aprendizado
Levar esse tema para a sala de aula desde as séries iniciais é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, oportunizando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.
Com recortes de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados, notícias televisivas, dentre outros, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa possível forma de criar um ambiente de respeito ao próximo, considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem participar e se engajar nessa ação, para que a mesma não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos.
Afinal, a credibilidade e a confiança são as melhores formas de mostrar para crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.
BARROS, Jussara De. "Escola X Violência "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/educacao/escola-x-violencia.htm>. Acesso em 13 de outubro de 2016.
Aluna: Paula Carolina    Matrícula: 14112080316

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016



Aluna: Paula Carolina   matrícula: 14112080316

Algumas atitudes nossas pode fazer a diferença.
Diga não á violência!!!!!



Aluna: Paula Carolina   matrícula: 14112080316
Aluna: Paula Carolina   matrícula: 14112080316
Escrito por : Catarina Iavelberg


De tempos em tempos, a violência que acontece dentro da escola aparece em destaque na mídia. Especialistas são convidados a se manifestar sobre questões como a presença de policiais nos colégios, o fechamento de instituições devido a toques de recolher, agressões e assassinatos envolvendo alunos e professores, bullying etc. 

As relações entre a violência e a Educação têm sido investigadas no Brasil desde a década de 1980. Entretanto, os estudos partem de diferentes perspectivas teóricas e, consequentemente, acabam por definir e analisar o fenômeno de modos distintos. Alguns dos temas mais pesquisados são: os diferentes tipos de violência (física, verbal, simbólica) e suas manifestações, a perda da função socializadora da instituição escolar (os valores da cultura e a ausência de legitimidade do professor), as relações entre a violência e a formação dos professores, as características das escolas que apresentam os maiores índices de casos, as relações entre a violência e o desempenho dos alunos, o bullying (com ênfase no perfil das vítimas e dos agressores) e as relações com o contexto familiar dos alunos. 

Na sua maioria, esses estudos fazem análises por perspectivas sociais ou psicológicas, entendendo a causa da violência como o resultado do entorno ou da vulnerabilidade de certos jovens. Embora não devam ser desconsideradas, muitas conclusões dão a impressão de que não há alternativas para lidar com os problemas do dia a dia. A violência é um fenômeno complexo. Olhá-la dentro de uma perspectiva institucional nos oferece elementos para a enfrentarmos. Insisto: não se trata de negar os contextos social e psicológico como causas, mas buscar alternativas de ação dentro das escolas.


O currículo é o nosso maior recurso para combater a violência. Nessa batalha, os gestores precisam estar atentos para dois aspectos. O primeiro diz respeito ao modo como o tema atravessa a sala de aula. Com que frequência e com qual perspectiva é discutido? Um assunto tão complicado merece investimento. Algumas questões podem ser levadas aos alunos: o que é violência? Quais os tipos de agressão desenvolvidos pela humanidade? Em que contextos históricos os presenciamos? Quais deles acontecem no país, na cidade e na escola? Existem situações em que a violência pode ser considerada legítima? Por meio de que instituições é possível combatê-la? Como as artes e o esporte lidam com ela? Quais leis nos protegem? A problematização dessas perguntas vai ajudar os estudantes a entender o assunto e refletir sobre ele. 

Além de pensar criticamente, o jovem deve ter a oportunidade de intervir sobre as manifestações que o afetam. Nesse sentido, entra o segundo aspecto curricular, em todas as etapas da escolaridade, que é o desenvolvimento de dispositivos de mediação de conflitos ou de ações que estimulem o protagonismo estudantil, a fim de ensinar como gerenciar as diversas situações de forma democrática. A prática de assembleias envolvendo pais, alunos e docentes, a criação de um grêmio estudantil, o desenvolvimento de campanhas de conscientização ou mesmo a manifestação pública em redes sociais são algumas possibilidades que permitem ao aluno participar ativamente de ações de combate à violência.


Fonte: Violência nas escolas- disponível em:< http://gestaoescolar.org.br/aprendizagem/violencia-escola-705597.shtml> Acesso em: 11 de outubro de 2016.

Aluna: Paula Carolina  matrícula: 14112080316

ACABAR COM A VIOLÊNCIA

Aqui a violência não entra

Investindo na formação de professores, na aproximação com a comunidade e na aprendizagem, três escolas construíram uma barreira contra a violência

Foto: Photoxpress
Foto: O caminho mais eficaz para combater a violência dura é a integração com a comunidade
O caminho mais eficaz para combater a violência dura é a integração com a comunidade



Os muros pichados e os vidros quebrados são apenas o cenário de um drama presente em muitas escolas. Enquanto do lado de fora o tráfico de drogas e as gangues envolvidas com roubos e homicídios pressionam para entrar - e não raro encontram brechas -, do lado de dentro alunos e professores são agentes e vítimas de agressão física e verbal e de uma lista enorme de atos violentos.





Alguns acreditam que a solução seja o isolamento do mundo exterior com grades reforçadas e portões cada vez mais altos, cadeados e câmeras de vídeo. Essas barreiras, embora deem a sensação de segurança, não resolvem o problema. Ao contrário, deixam a instituição ainda mais acuada, com professores amedrontados e gestores intimidados.

A população, apreensiva com os frequentes casos divulgados pela mídia, coloca a preocupação com a integridade dos filhos acima das questões de aprendizagem. Pesquisa realizada com 2.002 pessoas em 141 municípios brasileiros e divulgada em março pelo Movimento Todos pela Educação aponta que metade dos entrevistados tem a sensação de que a falta de segurança nas escolas é o principal problema do sistema educacional do país (a baixa qualidade do ensino ocupa a terceira posição).

As instituições que venceram a violência, veja os exemplos abaixo, em vez de se isolarem e culparem o entorno pelo baixo desempenho dos alunos, investiram na consolidação de uma equipe unida e determinada, na formação de professores, na aproximação com a comunidade e no acompanhamento dos jovens usuários de drogas ou com dificuldades de aprendizagem. Com isso, criaram uma barreira muito mais duradoura e eficiente do que a formada por grades e cadeados.

Raio X da EMEF Garcia D’Ávila
980 alunos

Ideb 2007 da escola nos anos iniciais: 4,2
Ideb 2007 do município nos anos iniciais: 4,5
Ideb 2007 do estado nos anos iniciais: 4,8
Ideb 2007 da escola nos anos finais: 4,8
Ideb 2007 do município nos anos finais: 3,8
Ideb 2007 do Estado nos anos finais: 4,1

Raio X da EE Hilda Teodoro Vieira
600 alunos

Ideb 2007 da escola nos anos iniciais: 5,8
Ideb 2007 do município nos anos iniciais: 4,6
Ideb 2007 do estado nos anos iniciais: 4,7
Ideb 2007 da escola nos anos finais: 2,7
Ideb 2007 do município nos anos finais: 3,9

Fonte:Ideb 2007 do Estadohttp://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/aqui-violencia-nao-entra-470139.shtml nos anos finais: 4,1
Por:JULIANE SILVA DO NASCIMENTO NEPOMUCENO

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS


Violência aumenta em escolas e casos podem ser denunciados

Por:Ednéia Silva

A agressão do professor Walter da Rocha e Silva, que teve o nariz quebrado por um pedaço de concreto atirado por um aluno, reacende o debate sobre a violência dentro da escola. O assunto vem sendo discutido por anos, mas sem que providências concretas sejam tomadas para resolver o problema.
A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) diz que os casos vêm crescendo por causa da perda de autoridade do professor dentro da sala de aula e por falta de estrutura.
“De uns 20 anos para cá, principalmente depois da reorganização da escola, os problemas sociais afloraram dentro da escola”, comenta Ademar de Assis Camelo, diretor da Apeoesp de Rio Claro. De acordo com ele, a relação professor-aluno mudou muito nos últimos anos. Não se tem o mesmo respeito de antes pelo professor. Isso se deve, em parte, à mudança de comportamento da juventude. “Os adolescentes têm muita informação, mas falta formação”, ressalta.
Ademar destaca ainda que o problema é social, visto que o professor hoje assume várias funções que vão além do ato de ensinar: de pai, mãe, psicólogo, etc. Para o diretor, a educação dos filhos cabe aos pais, mas muitos transferem essa responsabilidade para a escola.
O Estado também é responsável ao não oferecer condições e estrutura para ajudar na solução de conflitos no ambiente escolar. Segundo ele, as unidades de ensino deveria ter psicólogos para ajudar na solução de problemas de comportamento. Para Ademar, os conflitos não resolvidos geram violência.
Diante do aumento de casos, a Apeoesp criou um canal online (Observatório da Violência Escolar) em sua página na internet (www.apeoesp.org.br) para receber denúncia de violência escolar. Conforme a entidade, no ano passado foram feitas sete denúncias e neste ano cinco, mas a Apeoesp acredita que os casos são subnotificados. Em pesquisa feita pela entidade, 44% dos docentes e 28% dos alunos declararam já ter tomado conhecimento de algum caso de violência na escola. A pesquisa revelou ainda que 57% dos professores e 70% dos alunos consideram sua própria escola violenta.
O professor Walter da Rocha e Silva foi agredido na terça-feira (5) dentro da Escola Estadual “Profº. João Baptista Negrão”, no Jardim Guanabara II. O professor Teve o nariz quebrado e não sabe se voltará à sala de aula após o fim da licença.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que “A Diretoria Regional de Ensino de Limeira repudia qualquer ato de violência e lamenta o ocorrido na Escola Estadual João Batista Negrão Filho, em Rio Claro. A direção da unidade prestou todo atendimento ao professor e realiza o acompanhamento do docente. A ronda escolar foi acionada e um boletim de ocorrência registrado. As escolas contam com o Sistema de Proteção Escolar que busca incentivar a participação dos responsáveis e da comunidade nas ações preventivas à violência”. A pasta ressalta ainda que “já está agendada uma reunião do Conselho Escolar com os responsáveis e o Conselho Tutelar para definir as punições ao estudante de acordo com o regimento escolar. A direção da unidade de ensino está a disposição para prestar quaisquer esclarecimentos”.
Fonte:http://www.jornalcidade.net/rio-claro/seguranca/violencia-aumenta-em-escolas-e-casos-podem-ser-denunciados/
JULIANE SILVA DO NASCIMENTO NEPOMUCENO


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Os fatores motivadores da violência

fonte: https://www.projetoredacao.com.br/temas-de-redacao/os-fatores-motivadores-da-violencia-escolar/os-fatores-motivadores-da-violencia-nas-escolas-1/48937escolar

Juliane Silva do Nascimento Nepomuceno
https://www.youtube.com/watch?v=U4EJLzApZDo
esse vídeo mostra que a violência vai diminuir muito se existir RESPEITO

Normal É Ser Diferente



Tão legal, minha gente
Perceber que e mais legal que compreende
Que amizade não vê
Nem continente
E o normal esta nas coisas diferentes

Amigo tem de toda cor, de toda raça
Toda crença, toda graça
Amigo e de qualquer lugar
Tem gente alta, baixa, gorda, magra

Mas o que me agrada e
Que um amigo a gente colhe sem pesar
Pode ser igualzinho a gente
Ou muito diferente

Todos tem o que aprender e o que ensinar
Seja careca ou cabeludo
Ou mesmo de outro mundo
Todo mundo tem direito de viver e sonhar

Você não e igual a mim
Eu não sou igual a você
Mas nada disso importa
Pois a gente se gosta
E é sempre assim que deve ser

Você não e igual a mim
Eu não sou igual a você
Mas nada disso importa
Pois a gente se gosta
E é sempre assim que deve ser

Letra enviada por Playlists Do Vagalume
Juliane Silva do Nascimento Nepomuceno

Violência escolar, um vídeo para refletirmos a respeito.


https://www.youtube.com/watch?v=S5ENpcGnRKs

Renata de Souza do Espírito Santo, Wilson da Siva Neto, Marise Martins Arruda

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Limites e violência: um relacionamento intimo

A violência escolar está ligada a falta de limites que a nossa sociedade vem apresentado para as nossas crianças hoje em dia. Precisamos delimitar o respeito com o que se deve e o que não se deve fazer mesmo. Vivemos em uma sociedade onde tudo pode, mas que não podemos esquecer que o meu limite começa onde termina o do outro e que não devemos deixar as crianças fazerem o que elas querem. A vida em sociedade não é assim, não devemos e na maioria das vezes não podemos ter tudo o que queremos na hora em que queremos.
Quando não apresentamos os limites para vivermos em sociedade, criamos cidadãos sem respeito sem referências e a vida adulta é incompreensível.
Na maioria das vezes a escola é primeiro lugar onde as crianças ouvem um não pela primeira vez. E isso causa muitos transtornos para todos, família, alunos e escola.
Amar é dar limites e dizer não quando necessário.



Aline Fernandes Rodrigues Espíndola - matrícula 14112080297
Estela Justino da Silva Alves de Castro - matrícula 14112080300
Helce Amanda de Oliveira Moreira - matrícula 14112080285

O Começo de tudo: Respeito.

No meio de tantos debates e informações sobre violência escolar, vale lembrar que ela pode começar  pela falta de aceitação das diferenças, seja ela, econômica, étnica, religiosa, de gênero e que pode ocorrer entre os alunos, professores e outros funcionários da escola. Para que essa violência tenha um fim, é de extrema importância que a escola estimule a reflexão por parte de todos e que assim consigam respeitar as diversidades. É necessário, que haja um fortalecimento das relações escola e família.




Aline Fernandes Rodrigues Espíndola - matrícula 14112080297
Estela Justino da Silva Alves de Castro - matrícula 14112080300
Helce Amanda de Oliveira Moreira - matrícula 14112080285

É verdade meninas concordo com vcs,pois a violência começa com pequenas coisas quando não repeito com o próximo

Escola, lugar de....?





Qual é a função da escola? E do seu ambiente? Quais são os objetivos dois profissionais da escola? Creio que cada um de nós terá uma resposta diferente para esses questionamento, porém acredito que ninguém dirá como resposta que a função da escola é a promoção de agressões, ou que o ambiente escolar foi feito e idealizado para favorecer a violência e suas variadas formas. Infelizmente, nossas escolas que tem como função educar e proporcionar a socialização foram transformadas em ambientes de violências e desrespeito.


Fonte da imagem: Google imagens. 
Acesso em: 10/10/2016





Aline Fernandes Rodrigues Espíndola - matrícula 14112080297
Estela Justino da Silva Alves de Castro - matrícula 14112080300
Helce Amanda de Oliveira Moreira - matrícula 14112080285

sábado, 8 de outubro de 2016

Entrevista com Miriam Abramovay

Entrevista enriquecedora com Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e coordenadora de pesquisas da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura). 

 A violência entrou de vez no currículo escolar. Só que, em vez de uma batalha no campo das ideias, alunos, professores, diretores e funcionários precisam conviver com agressões, ameaças e abusos. Para Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e coordenadora de pesquisas da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura), os conflitos são resultado de relações sociais ruins e da falta de diálogo. Pesquisadora do tema há mais de dez anos, Miriam defende a criação de políticas públicas de prevenção da violência escolar, diagnóstico dos problemas e a formação específica de professores. "Um bom professor é o que ensina bem a disciplina, mas também que sabe ser amigo, que sabe entender o que é ser jovem". Leia a seguir a entrevista: VIOLÊNCIA ESCOLAR EM 2013 Aumentaram os casos de violência na escola? Eu acho que não dá para dizer que aumentou ou não a violência no ensino. Não existe nenhuma pesquisa que abarque todo o Brasil e que faça uma avaliação do que aconteceu nesses últimos dez anos sobre a violência nas escolas. Se você pegar os casos de violência em geral ou de mortalidade dos jovens, a situação é cada ano pior. Então, é óbvio que por um lado a escola recebe essa influência, mas por outro ela também produz violência, que são muito específicas do âmbito escolar. A ciberviolência e a divulgação de vídeos de violência na internet aumentaram a sensação de violência? Eu acho que é uma questão muito importante e a escola não tem as ferramentas mínimas para poder prevenir esse tipo de violência. A escola é muito centrada em si mesma, no que pensam os adultos. Em segundo lugar, ela não sabe o que acontece na vida desse jovem. Colocar uma coisa na internet é uma forma de exibicionismo e nós vivemos numa sociedade do espetáculo. Isso tem um valor muito grande, principalmente para o jovem. O que motivam os atos de violência na escola hoje em dia? Brigar, eles sempre brigaram, isso sempre aconteceu. Mas eu acho que estamos vivendo um fenômeno da exacerbação da masculinidade e da cultura da violência. Aparece aquele que é mais violento, que sabe brigar melhor. Eu digo masculinidade, mas é para garotos e garotas. Aí também entra o uso das armas, porque a arma é símbolo de força e de poder. Qual é o principal motivo do conflito entre professores, alunos e diretores? Eu acho que as relações sociais -- aluno-aluno, aluno-professor e professor-diretor-- estão muito ruins. Ainda acho que as mais complicadas são as relações com os adultos. Isso porque a escola é muito centrada nela mesma e muito pouco do que se propõe é dialogar com os jovens. Eu acho que isso cria um clima muito ruim. Nós estamos fazendo uma pesquisa e percebemos que o professor que os alunos mais gostam coincide com a matéria que eles mais gostam. Ou seja, a relação entre o professor e os jovens ainda é muito importante. Um bom professor é o que ensina bem a disciplina, mas também o que sabe ser amigo, que sabe entender o que é ser jovem. Por que ocorrem casos de abuso sexual dentro da escola? A escola não é uma torre de marfim, ela também reproduz as próprias loucuras da nossa sociedade. Eu acho que tem ainda o abuso dos professores e das professoras relacionado à fragilidade do que é ser adolescente. Nós temos uma postura de negação a tudo o que é jovem, no sentido de não ser positivo. Por outro lado, existe admiração, porque são bonitos e estão vivendo coisas que os adultos já viveram, o que causa muito fascínio em muitos professores também. Acho que é uma falta de limite desses professores e professoras e uma falta de autoridade. A escola tinha que ser um local de proteção e não de reprodução dessa violência. Você pesquisa a violência escolar desde o início dos anos 2000. Algo mudou nos últimos dez anos? Eu acho que muito pouco, infelizmente, porque os tipos de comportamento vêm se repetindo. Nós não temos políticas públicas efetivas, diagnósticos importantes sobre esse tema. Nós não temos formação de professores, o que é fundamental, porque eles não tiveram isso na sua formação. Qual é o papel da escola no combate ao bullying? Eu acho que a escola tem que prestar atenção no que está acontecendo com ela: como se dão as relações entre os alunos, as relações com os professores, em todos os fenômenos da violência, que são ameaças, a entrada de armas na escola, a homofobia, a violência de gênero... A escola tem que se dar conta disso. Como combater a violência escolar em comunidades em que a violência já faz parte do cotidiano? Uma escola que está num local de violência não obrigatoriamente é violenta. A escola tem uma violência de fora para dentro, mas tem a violência que ela produz. Então, você pode ter um lugar supertranquilo em que a escola é superviolenta. E vice-versa. A escola tem as suas próprias características, não é uma consequência direta do que acontece fora dela. Não obrigatoriamente a comunidade tem interferência nas relações entre os alunos, no racismo, na homofobia, em como os professores tratam os alunos, porque isso pode ser violência também. Se você tem uma concepção de violência como só a violência dura, que é a entrada de tráfico e de armas nas escolas, então você tem razão, quanto mais a comunidade é violenta mais a escola é violenta. Mas se você tem uma concepção de que violência é uma coisa mais ampla, que existe uma violência simbólica, não obrigatoriamente a comunidade vai fazer com que as relações sociais sejam piores. Dependendo dos professores, dos alunos, da relação com a família, a escola pode ser um lugar de proteção, independente do bairro ou da comunidade ser violenta ou não. Há uma relação entre a participação dos pais e a violência escolar? Nós fizemos uma pesquisa há muito anos que mostrava que quanto mais havia a participação dos pais na escola mais a escola poderia se tornar uma escola protetora. Ou seja, abrir as portas para os pais, os pais buscarem entender o que está acontecendo com os filhos, pedirem ajuda, [fazer com] que essa relação escola e família não seja de competição, é fundamental para o clima escolar. Em que momento a polícia pode entrar na escola? Está acontecendo um fenômeno hoje que é a judicialização da educação. Quer dizer, a escola joga para a Justiça seus principais problemas. A polícia tem que entrar na escola quando a violência é dura, quando existe droga e armas dentro da escola. Senão, não existe nenhum sentido de a polícia estar dentro da escola. Mas está acontecendo o contrário, quer dizer, o conselho tutelar a toda hora é chamado por coisas mais banais que acontecem. O que a escola está dizendo é "eu não tenho autoridade de resolver os meus problemas e vou chamar a polícia para isso". Qual é o papel do Estado na redução da violência nas escolas? Eu acho que nós temos que ter uma política pública sobre esse tema, que abarque diagnósticos, formação de professores. Não adianta só ter pequenos programas, nós temos que ter políticas para a gente saber o que está acontecendo, depois pensar muito na formação de professores, para eles saberem o que fazer. 


 Link da entrevista - http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/12/17/a-escola-tinha-que-ser-de-protecao-e-nao-de-reproducao-da-violencia.htm
 Acesso em: 08/10/2016


Aline Fernandes Rodrigues Espíndola - matrícula 14112080297 
Estela Justino da Silva Alves de Castro - matrícula 14112080300  
Helce Amanda de Oliveira Moreira - matrícula 14112080285

Violência na escola e suas consequências


Na última década a violência nas escolas tem preocupado o poder público e toda sociedade, principalmente, pela forma como esta tem se configurado. O conflito e violência sempre existiram e sempre existirão, principalmente, na escola, que é um ambiente social em que os jovens estão experimentando, isto é, estão aprendendo a conviver com as diferenças, a viver em sociedade.
O grande problema é que a violência tem se tornado em proporções inaceitáveis. Os menos jovens, como eu, estão assustados. Os professores estão angustiados, com medo, nunca se sabe o que pode acontecer no cotidiano escolar; os pais, preocupados. Não é raro os jornais noticiarem situações de violência nas escolas, as mais perversas.
Não quero dizer com isso que antes não existia violência. Existia sim, e muita. “Desde que o mundo é mundo, há violência entre os jovens”. Todos os diferentes, para o bem ou para o mal, são vítimas em potencial na escola, há muito tempo. Brigas, agressões físicas, enfim, sempre existiram.
O que não existia antes e, que hoje tornou comum é que os jovens depredam a escola, quebram os ventiladores, portas, vidros, enfim, tudo que é possível destruir, eles destroem. Antes, não se riscava, não murchava ou cortava o pneu do carro do professor. Agredir fisicamente ou fazer ameaças ao mestre, nem pensar. Não se levava revolver e faca e não se consumia drogas e álcool no interior das escolas. No meu tempo, por exemplo, nunca se ouviu falar que um colega tinha assassinado um amiguinho na sala de aula ou que alguém tinha jogado álcool no colega e ateado fogo. Enfim, são muitos os relatos de violência extrema no interior das escolas.
Muitas de nossas crianças e adolescente passam por violências, e ficam calados – algumas delas não têm coragem de revelar, outras, por medo da retaliação do agressor. Essa violência entre colegas não é a única. A violência entre professores e alunos também tem crescido. Assustadoramente, a violência de alunos contra professores é a regra agora, e não mais o oposto. A violência não contra um ou outro, mas contra a escola mesmo, em todos os sentidos e modos, também tem aumentado.
O que tem intrigado a todos é que esse aumento da violência veio junto com a ampliação dos direitos dos cidadãos e com o Estatuto da Criança e Adolescente. Essa é uma questão que não devemos desprezar. No meu ponto de vista, o Estatuto prioriza os direitos em detrimento dos deveres.
Após a promulgação do Estatuto as ações contra a violência nas escolas tem se realizado a partir da mediação, conselhos, etc. O que, também, é muito bom. A mediação de conflitos é importante, necessária, e muitos problemas são resolvidos, mas, muitas vezes, não basta. Junto com a mediação, infelizmente, tem que haver a punição. Vou citar um exemplo que não é do ambiente escolar, mas por analogia podemos refletir sobre essa questão. Por exemplo, o problema de dirigir um veículo embriagado. A conscientização é importante? Sim. Resolve? Não. É necessário fiscalização, multa, prisão, etc.
Não estamos conseguindo resolver o problema da violência nas escolas e, isto é grave. Por quê? Falta, para isso, entendimento, lucidez. Ou seja, falta pensamento crítico, entender o “porque” agir e “como” se deve agir. Com tais perguntas é que os problemas podem ser amenizados. Para resolver, de fato, é preciso sair da mera indignação moral baseada em emoções passageiras, que tantos acham magnífico expor. Aqueles que expõem suas emoções se mostram como pessoas sensíveis, bondosas, creem-se como antecipadamente capacitados porque emotivos. Porém, não basta. As emoções em relação à violência na escola passam e tudo continua como antes. Para isso, não podemos ver o problema da violência sob um só viés. É preciso dialética, racionalidade, determinação e, sobretudo, a união de todos.
Podemos classificar inúmeras questões que levam a violência para o ambiente escolar. Por exemplo, os mais gerais: diferenças sociais, culturais, psicológicas, etc. e tantas outras como: experiências de frustrações, diferenças de personalidades, competição, etc. Também, podemos enumerar vários tipos, áreas, níveis de violência. Cada área do saber tem o seu método próprio de análise, a Filosofia, Sociologia, Psicologia e o Direito. Hoje, sabemos que a tendência da desfragmentação do saber é o melhor caminho a trilhar. Amultidisciplinaridade e a interdisciplinaridade é a proposta em voga de superação da fragmentação do saber. Somente através do dialogo aliado a práxis efetiva é que poderemos amenizar o grau de violência no interior das escolas.
 Esse círculo de violência deve ter um olhar mais universal, principalmente, por aqueles que pensam sobre a educação. É necessário ver que a violência contra a instituição escolar, contra colegas e professores e, de certo modo, a violência dos adultos contra as crianças, também, contém elementos de caracterização bem comuns. A não aceitação das diferenças em toda a sua amplitude – se é diferente, é hostilizado, desprezado, humilhado. E quando a vítima reage é violentada.
A não aceitação das diferenças, também, perpassa pela escola como instituição, com seus próprios professores, funcionários e com os próprios alunos. Essa uniformização, isto é, uniformizar o diferente, é feita com violência – em todos os casos. E esse comportamento institucional, gera violência.
Não são raros os casos em que o professor que faz a aula diferente, ainda que seja boa, é admoestado pelo diretor. O diretor que pensa diferente é castrado pelos supervisores ou pelo dirigente regional de ensino e, assim, sucessivamente. O aluno que é diferente, que pergunta demais é admoestado pelo professor e, aquele que pergunta na hora que a aula está acabando é vaiado pelos colegas. Essas são pequenas violências que alimentam as grandes violências. Não reconhecer nesse processo é o nosso grande problema. Atualmente, vivemos um problema ético de não reconhecimento da nossa incompetência, o problema sempre são os outros, eu não.
A escola é o primeiro ambiente social que a criança experimenta, antes disso, ou seja, na socialização primária se restringe a família, igrejas, vizinhos, enfim, um circuito bastante restrito. É na escola, aonde ele vai, realmente, experimentar um ambiente social – lá ele vai aprender a conviver com as diferenças e constituir um ser para si. Esse ser é para a sociedade.
Por isso, a urgência que se tornou essencial hoje – e que muitos não percebem, é tratar a violência na escola como um trabalho de lucidez quanto ao que estamos fazendo com nosso presente, mas, sobretudo, com o que nele se planta e define o rumo futuro. Para isso, é preciso renovar nossa capacidade de diálogo e propor um novo projeto de sociedade no qual o bem de todos esteja realmente em vista.

Autor: Luiz Claudio Tonchis
Acesso em: 08/10/2016
http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/violencia-na-escola-e-suas-consequencias



Aline Fernandes Rodrigues Espíndola - matrícula 14112080297
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