AD 2 GESTÃO 2
TEXTO ORIGINAL: VIOLÊNCIA ESCOLAR
Estamos
vivendo uma época de mudanças significativas, aceleradas, entre elas, podemos
citar a problemática da igualdade e dos direitos humanos, em um mundo marcado
por uma globalização neoliberal excludente e as questões da diferença e do
multiculturalismo. No nosso país, as violações se multiplicam e tem sido feito
um esforço sistemático orientado à defesa e proteção dos direitos fundamentais,
tanto pelo governo como por organizações da sociedade civil. Nem todos os
grupos culturais conhecem ou usam a expressão direitos humanos, mas isso não
quer dizer que não tenham uma ideia de dignidade humana, de vida digna, de
querer uma vida melhor para seus integrantes. Nessa sociedade multicultural nem
todos têm as mesmas oportunidades, não existe igualdade de oportunidades. Há
grupos, como os indígenas, negros, homossexuais, pessoas oriundas de
determinadas regiões geográficas do próprio país ou de outros países e de
classes populares e/ou com baixos níveis de escolarização que não têm o mesmo
acesso a determinados serviços, bens, direitos fundamentais que outros grupos sociais, em geral, de classe
média ou alta. Precisamos promover transformações sociais, que serão
necessárias para corrigir as marcas da discriminação construídas ao longo da
história. Visando melhores condições de vida para os grupos marginalizados, a
superação do racismo, da discriminação de gênero, étnica e cultural, assim como
das desigualdades sociais. Outro aspecto fundamental é a formação para uma
cidadania aberta e interativa, entre os diferentes grupos culturais. E sempre
buscando a tolerância, o respeito e a paz entre os povos.
Maria
Clara Fajardo – mat.; 14212080056
Terezinha
C. Borges Moura – mat.; 14212080044
TEXTO COM REFERÊNCIAS
A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios -
Elizabeth
Rodrigues Ramos
Kele da Conceição Coelho
Maria de Fátima Guimarães Francisco
Orient.: Vera Lúcia
Lins Sant’Anna
|
Este
artigo aborda os resultados da pesquisa “A prática pedagógica do professor diante
da violência escolar: perspectivas e
desafios”, que foi evidenciado pelas falas
dos professores o seu despreparo para lidar com a violência escolar.
A tarefa da escola no
atual cenário assume as contradições, as marcas econômicas e políticas que
perpetuam, de forma implícita e explícita, a cultura que permite a aceitação da
violência como natural. Então, compreende-se a violência como o uso da
agressividade com fins destrutivos, o
desrespeito e a negação do outro,
podendo a ação situar-se no plano
físico, psicológico, sociocultural, político e ético.
Por
certo, as pessoas a
cada dia estão mais irritadas, impacientes e intolerantes. Os pais, diante das reflexões empíricas que manifestam, expressam a vi- são de autonomia perdida
diante da convivência com os filhos, principalmente com os adolescentes.
Assim, como educar
crianças diante de
tantas provocações, como transmitir valores, atitudes e comportamentos,
estímulos, que vão alicerçar esses futuros cidadãos, para uma socialização
harmônica dentro de um seio social
efêmero? E ainda,
como instigar um inocente ao
individualismo, induzi-lo para a valorização dos bens materiais e moldá-lo para
a convicção de ser o melhor sempre, ser bem sucedido, pois só assim, conseguirá um lugar na sociedade?
Combinar todos esses
ingredientes na obtenção de um bolo perfeito, um ser projetado, estereotipado ideologicamente pela sua
sociedade, é uma missão conflitante aos educadores e educandos, um grande
paradoxo confrontado por esses atores da educação, que se veem inertes em
decorrência da sua frágil e
ultrapassada formação, inseguros para cumprir tamanha tarefa e solucioná-la a
curto prazo.
Dessa maneira, são pressionados,
por um lado, pelos pais dos alunos, que se encontram alienados e seduzidos pelo magnetismo do
capitalismo, e, por outro lado, pela sociedade consumista, que os
responsabiliza pelos fracassos sociais e os incita a procurarem soluções
imediatas e argumentos que supram essas questões intrínsecas e emergentes.
Assim sendo, a vida
escolar desse profissional não pode ser condicionada a uma simples tarefa de
transmissão de conteúdos sistematizados do saber.
O que se pretende
é a inclusão de hábitos
e habilidades novas a sua
formação, a fim de capacitá-lo a construir as estruturas do sujeito crítico,
consciente e conhecedor da sua
realidade própria de mundo.
Os problemas sociais invadem as relações da sala
de aula, desarticulando a prática do professor. Os professores, muitas
vezes, não conseguem
sequer ser ouvidos pelos
alunos, veem a sua prática fragilizada entre a dicotomia do autoritarismo e da
autoridade. Essas são realidades que o ambiente escolar vivência. Exemplo disso
pode ser comprovado na pesquisa realizada sobre “A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios” na qual os professores das instituições
pesquisadas afirmaram não saber como lidar com o fenômeno da violência escolar
– 60% dos docentes disseram que não estão preparados para lidar com a violência.
Referências Bibliográficas: Módulos CEDERJ,Internet, nepfhe-educacaoeviolencia.blogspot.com

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